terça-feira, 5 de maio de 2009

Estreia

O tempo hoje é curto para mensagens profundas, por isso, partilho apenas um poema.

Anónimo, "Fénix Renascida"

DEFINIÇÃO DO AMOR

É um nada Amor que pode tudo,
É um não se entender o avisado,
É um querer ser livre e estar atado,
É um julgar o parvo por sisudo;

É um parar os golpes sem escudo,
É um cuidar que é e estar trocado,
É um viver alegre e enfadado,
É não poder falar e não ser mudo;

É um engano claro e mui escuro,
É um não enxergar e estar vendo,
É um julgar por brando ao mais duro;

É um não querer dizer e estar dizendo,
É um no mor perigo estar seguro,
É, por fim, um não sei quê, que não entendo.

Sara

1 comentário:

  1. Leio o amor no livro
    da tua pele; demoro-me em cada
    sílaba, no sulco macio
    das vogais, num breve obstáculo
    de consoantes, em que os meus dedos
    penetram, até chegarem
    ao fundo dos sentidos. Desfolho
    as páginas que o teu desejo me abre
    ouvindo o murmúrio de um roçar
    de palavras que se
    juntam, como corpos, no abraço
    de cada frase. E chego ao fim
    para voltar ao princípio, decorando
    o que já sei, e é sempre novo
    quando o leio na tua pele."

    Nuno Júdice

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